No dia 24 de abril de 2026, o SINPROVERJ e o SINFAR formalizaram a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.
Esse acordo é resultado de meses de negociação e representa um conjunto de avanços importantes para os propagandistas-vendedores e vendedores de produtos farmacêuticos do estado do Rio de Janeiro.
Mais do que um documento, a Convenção Coletiva impacta diretamente a rotina, a segurança e a valorização do trabalhador.
A seguir, explicamos de forma clara o que muda na prática.
Piso salarial: qual o novo valor mínimo?
O piso salarial da categoria foi fixado em R$ 4.116,00.
Isso significa que nenhum trabalhador pode receber abaixo desse valor. Esse reajuste fortalece a base salarial e garante um patamar mínimo mais digno para a categoria.
Proteção à maternidade: o que muda?
Uma das principais novidades desta Convenção é a proteção à renda durante a licença-maternidade.
Antes, muitas trabalhadoras tinham redução na remuneração nesse período, especialmente quando parte do salário era variável.
Agora, ficou garantido que, durante a licença, a trabalhadora receberá uma média do que já ganhava antes, incluindo valores variáveis.
Isso evita perdas financeiras e traz mais segurança em um momento importante da vida.
Auxílio creche ou babá: como funciona?
A Convenção mantém e fortalece o auxílio para apoio às famílias.
A empresa pode reembolsar despesas com creche ou babá registrada, com valor de até 1 salário mínimo por filho.
Esse benefício:
- vale para os primeiros anos da criança;
- se aplica também em casos de adoção;
- é garantido em casos de mais de um filho;
- pode ser estendido ao pai viúvo ou responsável legal.
Na prática, é um suporte direto para ajudar no cuidado com os filhos.
Reembolso refeição: qual o novo valor?
O valor mínimo do reembolso de refeição foi reajustado para R$ 76,00.
Esse ajuste impacta diretamente o dia a dia do trabalhador, considerando os custos reais de alimentação.
PLR (Participação nos Lucros e Resultados): o que mudou?
Os valores da PLR foram reajustados em 4,5% e foi criada uma nova faixa.
Agora, os valores podem chegar a até R$ 2.924,00, dependendo do número de funcionários da empresa.
A nova faixa representa um ganho relevante em relação à convenção anterior, ampliando o potencial de participação do trabalhador nos resultados da empresa.
Auxílio comunicação: atualização do valor
O auxílio comunicação foi reajustado para R$ 160,00 mensais.
Esse valor ajuda a cobrir custos com ferramentas essenciais para o exercício da função, como telefone e internet.
Cesta básica ou ticket-alimentação: quem tem direito?
Foi mantido o benefício de alimentação, com valor mínimo de R$ 290,00 para trabalhadores que recebem até R$ 5.468,00.
Entre os pontos importantes:
- pode ser pago como cesta básica ou ticket-alimentação;
- há regras específicas para empresas que utilizam o PAT;
- trabalhadores ou dependentes com deficiência (PCD) não ficam limitados pelo teto salarial.
Esse benefício continua sendo essencial para a segurança alimentar das famílias.
Assistência médica: quais foram os avanços?
A Convenção trouxe avanços importantes na proteção à saúde.
Agora:
- o trabalhador mantém o plano de saúde durante o aviso prévio;
- o benefício continua por até 60 dias após a homologação;
- os dependentes também permanecem cobertos;
- há recomendação expressa para não excluir dependentes com deficiência do plano.
Isso garante continuidade no atendimento e mais segurança para toda a família.
Combate à discriminação: o que muda?
Foi incluída uma cláusula que proíbe expressamente qualquer forma de discriminação no ambiente de trabalho.
Além disso, há recomendação para que as empresas adotem medidas preventivas e tratem denúncias de forma responsável.
Faltas justificadas: ampliação de direitos
Agora, o trabalhador pode se ausentar por até 2 dias em caso de hospitalização de familiares.
E houve uma ampliação importante:
além de cônjuge, filhos e dependentes, o direito agora também inclui pai e mãe.
Isso reconhece, na prática, a importância do cuidado familiar.
Contribuição assistencial: como funciona?
Os valores foram mantidos sem reajuste e continuam sendo cobrados em 2 parcelas, de acordo com a faixa salarial.
Além disso, está garantido o direito de oposição, conforme decisão do STF.
Um acordo que vai além do papel
A Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 consolida avanços importantes e reforça o papel da negociação coletiva como instrumento de proteção e valorização dos trabalhadores.
Cada ponto apresentado aqui é resultado de um processo construído com responsabilidade, diálogo e compromisso com a categoria.
Assim que a Convenção estiver protocolada no Ministério do Trabalho, o documento completo estará disponível no site oficial do SINPROVERJ.
Assessoria de Comunicação do SINPROVERJ


